quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Torcidas - Setor 2


O futebol pode ser lindo e feio, mágico e previsível, puro ou sujo, mas para ser tudo isso, o futebol precisa de amor, sem esse sentimento ele não tem vida, perde a essência e fica sem graça. E o que seria do futebol sem seus torcedores? Nada. É por isso que começo essa série de matérias sobre torcidas, onde buscarei aproximar ainda mais o esporte preterido com aqueles que o movem.

Para dar início, já que citei a palavra "amor", precisei começar em grande estilo, com esse sentimento propriamente dito, e não me fugiu à cabeça uma torcida que, acima de tudo, tem a paixão como principal combustível, ela está sempre presente nos jogos do Juventus, tradicional clube da Mooca-SP, seu nome é: Setor 2.

A Setor de originou de uma outra torcida do Juventus, a Ju-Metal. A raíz da atual torcida, surgiu com um grupo de operários da Mooca, que se juntavam na Rua Javari, para ver os jogos do Juventus. Indignada com o que a globalização causou com o futebol, o ideal partia da frase de "ódio eterno ao futebol moderno", que acusa o esporte de estar nas mãos daqueles que não o amam, no lugar totalmente errado, pois, segundo a torcida, o futebol é dos torcedores.

Com o dizer de "Juve ou nada", a Setor 2 foi a primeira torcida que importou o estilo das barras argentinas de torcer, estimulando várias outras que surgiram em sequência, como a "Geral do Grêmio" e a "Guarda Popular". O movimento consiste em cantar os 90 minutos do jogo, independente de qualquer obstáculo, prevalencendo o amor ao clube e não o placar de um jogo, pois os resultados vêm e vão, já torcida e o time são eternos.

Uma prova de que a Setor 2 está sempre com o time e o ama demasiadamente, é só olharmos para a situação atual do Juventus. A equipe, além de não disputar nenhuma divisão do Campeonato Brasileiro, vem de dois rebaixamentos seguidos. Em 2008 caiu para a Série A-2 e, em 2009, foi parar na A-3 do Campeonato Paulista.

Mas isso para quem realmente ama o time não é nada, mesmo com o péssimo momento, os integrantes se encontram em um bar, na rua do estádio Conde Rodolfo Crespi, e vão acompanhar o jogo. Lá dentro, ao colocar o pé na arquibancada e expôr seus trapos, a torcida está diposta a cantar até o final da partida.

Outro ponto forte presente na torcida, é o orgulho mooquense. Grande parte dos cantos trazem o nome do bairro, destcando o orgulho de lá viver e ser juventino.

Com muita dedicação e amor total ao Clube Atlético Juventus, a torcida superou os preconceitos, quebrou as barreiras autoritárias e tornou-se um exemplo, dando "tapa na cara" de várias torcidas de times grandes.

Desde de 2001, ano em que começava a bonita história da Setor 2, a torcida vem se destacando bastante e já tomou o posto de maior do Clube Atlético Juventus, comparecendo cada mais em maior número e fazendo viagens até para os jogos fora de casa, onde mesmo em menor quantidade canta o tempo todo.

3 comentários:

  1. E vamos lá, Grená!

    http://sheppadeingratu.blog.terra.com.br

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  2. A torcida mais vibrante do país!

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  3. o lema diz tudo ; JUVE ou nada !

    Abaixo clube-empresas

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