Creu!Creu em todos os jornalistas que tem como esporte nacional, falar mal do Barrichello. Pior: não pelo desempenho como piloto, mas sim, pelas declarações infelizes fora. Fosse assim, Nelson Piquet seria um escracho mundial...
Creu no Ross Brawn, que desceu a lenha no brasuca para hoje, depois da corrida, admitir: "Você foi absolutamente fantástico".
Creu em todos os torcedores anti-Rubens, no Casseta e Planeta, na turma do Pânico...
Hoje, Rubens Barrichello tem motivos para sorrir. Uma corrida que beirou a perfeição. Uma largada segura, permitindo a ele manter-se perto dos dois carros da McLaren. Após o primeiro pit stop de Heikki Kovalainen, voltas voadoras "à lá Schumacher" para assumir a segunda colocação, bem perto de Lewis Hamilton.
E que disputa. Ambos no limite. Os dois alternavam as voltas mais rápidas. Mas, quando tem que ser, ninguém muda!
Justo a McLaren, que nunca erra no pit stop, cometeu a burrada de estar despreparada para a segunda parada de Lewis. Esqueceram dos pneus dianteiros, e lá se foram quatro segundos preciosos.
Mas antes que alguém credite a essa burrada a vitória do Barrichello, o mesmo tratou de acelerar tudo que podia... para abrir mais de seis segundos. E assim, postando-se em primeiro lugar, até a bandeirada final.
Mais do que uma vitória depois de cinco anos, mais do que a décima vitória pessoal, hoje, o Brasil comemorou a 100ª vitória na categoria. Hoje é dia de lembrar das 14 vitórias de Émerson Fittipaldi, da única de José Carlos Pace, das 23 de Nelson Piquet, das 41 de Ayrton Senna, das – agora – 10 de Rubens Barrichello e das 11 de Felipe Massa.
Homenageado pelo decano, no capacete e nos agradecimentos.
Uma vitória para deixar a Ferrari vermelha de vergonha, por tudo que fez com ele na época de Michael Schumacher.
Uma vitória para encher a Brawn de esperança. Uma vitória para alegrar o torcedor brasileiro, aquele que sabe reconhecer quando o talento supera as dificuldades da profissão.
A Fórmula 1 é nota 100 para nós!
