domingo, 13 de setembro de 2009

Confronto direto

Jenson Button versus Rubens Barrichello. A partir de agora, é um contra o outro.

Sim, porque depois da corrida de Monza, fica difícil imaginar, em circunstâncias normais, que a dupla da Brawn deixe escapar tamanha vantagem para os rivais, especialmente os dois da Red Bull, que zeraram na Itália.

E aí começam as previsões.

As quatro pistas restantes são muito parecidas em características. O clima deve variar. Cingapura e Emirados Árabes com muito calor; Japão e Brasil com alguma possibilidade de chuva. Jenson Button conseguiu um pódio, depois de muito tempo. Será a recuperação ou apenas uma exceção?

Quanto a Rubens Barrichello, a tarefa não é das mais fáceis: tirar 14 pontos em quatro etapas. Seria necessário vencer todas e torcer para, pelo menos, um abandono de seu companheiro (ou que o inglês chegasse sempre em quarto).

Mas para quem estava há 27 pontos, e agora está a 14...

O que vale lembrar, nesse final de campeonato, no entanto, é que não existe mais só Red Bull e Brawn. Ferrari e McLaren se recuperaram e podem ser os fiéis da balança desse final de campeonato. Button irá apenas marcar Barrichello. Este, por sua vez, como franco-atirador, correrá sem pressão.

Enquanto houver chance matemática, a luta persiste. E, no quesito emocional, o brasuca está anos-luz à frente do inglês, que despencou após o GP da Inglaterra.

Para o bem do campeonato, além dele não ser decidido nas vitórias (o que poderia definir Jenson como campeão já em Cingapura), a disputa promete ser direta e limpa. Como toda F-1 quer.

Todos culpados

Ao contrário do que muitos estão fazendo, não vale colocar esse episódio como o principal assunto.

A batida proposital de Nelsinho Piquet já foi confirmada pelo mesmo. A telemetria mostra exatamente isso: o brasileiro acelerou quando, pelo certo, deveria frear. Segundo Nelsinho, só ele, Pat Symonds e Flávio Briatore sabiam. Revoltado, o chefão partiu para ofensas pessoais.

Essa briguinha à lá Ratinho terá conseqüências, sim; não acredito que terminará em pizza. Mas todos serão prejudicados. O piloto, que aceitou se arriscar e só abriu a boca depois de demitido; a equipe, que impôs a batida com chantagens; o chefão, que está em maus lençóis e abriu a boca para falar o que não devia.

Fazer qualquer julgamento sobre o brasileiro é precipitado. E errado. No lugar dele, qualquer um se sujeitaria a isso. Manobras de caráter duvidoso são comuns na categoria. Só pra lembrar uma das mais recentes: David Coulthard, no GP do Japão, em 1999, que bateu no muro e fechou propositadamente a passagem de Michael Schumacher, que vinha na perseguição à Mika Hakkinen, companheiro do escocês. Foi tão perigoso quanto o acidente de Piquetzinho. E ninguém nunca falou nada a respeito. Por que agora?

O que mostra que, na F-1 não existe nenhum Davi.

Tudo do mesmo, de novo?!


Derrota do Palmeiras e do Internacional, vitória do São Paulo. Passam os anos, jogadores e os campeonatos, e o Tricolor continua o mesmo! Matando um por um e no final conseguindo o objetivo. Ora com folga, ora no sufoco, lá vem o Jason encher a paciência mais uma vez.

Sim, é cedo. Estamos apenas na 24º rodada da competição, ainda restam quatorze jogos para o fechamento do campeonato, mas tem ficado em evidência a força do elenco São-paulino, em relação aos demais times. Mas então por que o São Paulo não ganha a Libertadores? Porque Libertadores é pra time de momento, assim como foi a Copa do Brasil para o Corinthians. Equipes formadas para triunfarem em um curto período de tempo - trabalho a curto prazo na linguagem econômica.

Diferente dos demais, a equipe paulista tem elenco, o que torna fundamental o seu favoritismo e ascensão em campeonatos longos, como é o Brasileiro. Haja vista a ausência de Hernanes, que não foi tão sentida para o time quanto foi a perda do Pierre para o Palmeiras.

Se o campeonato não fosse pontos corridos, apostaria no Verde ou no Inter, mas como não é, e por tudo o que citei, o São Paulo tem grandes chances de se tornar Tetra-Heptacampeão Brasileiro.

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